Introdução
Quando “emergência climática” vira rotina, não basta cosmética verde. Ecossocialismo ou Extinção parte do diagnóstico duro — crise civilizatória — e propõe rota prática: planejamento democrático, justiça climática e tecnologia a serviço da vida, não do lucro. É um livro que conversa com movimentos, gestores e comunicadores que querem sair do alarme para a ação organizada.
Tese central do livro
Não há saída ecológica duradoura dentro da lógica de crescimento infinito. O livro sustenta que superar o produtivismo e democratizar decisões é condição para reduzir desigualdades e emissões, enfrentando o greenwashing e o “capitalismo verde” que mercantiliza a natureza enquanto amplia a devastação.
Três ideias-chave aplicáveis
- Justiça climática é política pública, não campanha. Planejamento participativo, orçamento com metas verdes e sociais e controle público de energia/transporte — com transição justa para trabalhadores.
- Tecnologia com direção. Renováveis, dados e automação só contam quando subordinados a objetivos sociais: descentralização energética, agroecologia, cidades para pessoas.
- Enfrentar falsas soluções. Créditos de carbono e “selo sustentável” não bastam: é preciso atacar a raiz (neoextrativismo, financeirização, zonas de sacrifício) e proteger povos e territórios.
Para quem é este livro
- Gestores públicos, comunicadores e lideranças comunitárias que precisam transformar discurso em planos de transição;
- Movimentos sociais que buscam programa comum entre clima, trabalho, antirracismo e direitos dos povos;
- Leitores que querem fundamento teórico + mapa de ação.
Por que ler agora
Porque o tempo encurtou. A obra organiza conceitos (crise climática, racismo ambiental, neoextrativismo) em propostas replicáveis — do município à rede de movimentos — para adiar o desastre e ampliar a democracia real. Publicação da Editora Labor.


